segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jovita Feitosa

Histórica jovem brasileira nascida em Tauá, na Microrregião do Sertão dos Inhamuns, Estado do Ceará, que se destacou pela bravura e destemor, preparando-se para lutar na guerra contra o Paraguai. Filha de Maximiano Bispo de Oliveira e de Maria Alves Feitosa, perdeu a mãe ainda na adolescência, vítimada por uma epidemia de cólera, e mudou-se com o pai para Jaicós, no Piauí. Dedicada à arte da música, aos 17 anos tomou conhecimento do clamor patriótico criado contra o invasor Francisco Solano Lopez, que avançava pelo sul de Mato Grosso (1864), encaminhando-se para a colônia militar de Dourados, pretendendo chegar até Corumbá, iniciando a Guerra do Paraguai (1864-1869). Principalmente depois de saber que o Imperador Pedro II estimulava o patriotismo entre os homens, com a frase O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever. Então largou seus anseios musicais e, disfarçada de homem, foi à capital alistar-se para ir à guerra lutar contra a humilhação passada pelos seus compatriotas nas mãos dos invasores. Cortando os cabelos e usando um chapéu de couro, disfarçou-se de homem e apresentou-se em Teresina, onde se agrupavam os Voluntários da Pátria. Conseguiu alistar-se, porém, ainda antes de partir para a guerra, foi descoberta por outra mulher, que percebeu os furos em suas orelhas e a denunciou às autoridades. Mesmo descoberta, foi ao Rio de Janeiro com os demais voluntários (1865), onde foi aclamada pelo povo e recebeu inúmeras homenagens, discursos e admirações devido à sua atitude patriótica. Contudo, log depois, o então Ministro da Guerra,Visconde de Cairú, expediu um ofício, negando-lhe permissão para a frente de combate e dando-lhe apenas o direito de agregar-se ao Corpo de Mulheres que iria prestar serviços compatíveis com a natureza feminina. Impedida de ir aos campos de batalha a jovem heroína viu seus sonhos patrióticos irem por terra, resolveu permanecer no Rio de Janeiro, decepcionada com o acontecido. Longe de sua terra e de sua família e fortemente amargurada, envolveu-se sentimentalmente com um engenheiro inglês de nome Guilherme Noot, passando com ele a viver na praia do Russel. Depois das muitas frustrações, inclusive de ter sido abandonada pelo amante, caiu em profunda depressão e acabou suicidando-se com uma punhalada no coração, com apenas dezenove anos de idade.

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